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Sobrenatural

Já tive sonhos tão intensos que podia tocá-los. Alguns eu toquei e outros, continuo sonhando. A sensação estranha de querer abraçar o mundo, não de ter tudo mas de ter "um tudo" só seu. Algumas pessoas passam pela vida como se não estivesse nela, e outras vivem tão bem que nem parece que vive nela. Surreal demais pra ser natural, pra viver normal. Tocando pigmentos de neve, sobrevoando pelo céu, como se a gravidade não importasse, e não são apenas sonhos, realidade sobrenatural de viver sonhando com um momento especial.

Pendurado

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                                      Um amor pendurado na parede é um amor que jamais vinga, um amor vivendo de sofrimentos e dores é um amor que desmorona com pouca chuva e alguns trovões, não necessita de tempestades e catástrofes para que se acabe com pouquíssimos esforços. Costumava significar algo sempre foi assim, coisas que aos poucos ficam no passado, num passado bem distante, isso é a memória de um amor abandonado pela rotina diária, por alguns motivos a mais, um amor substituído por qualquer quadro de sala. Chega uma hora que passa a significar nada, que deixa de valer a pena, se estraga com o tempo, deixa de ser amor e passa ser somente um porta-retrato velho. São ecos que somem da casa vazia a medida que se aproxima os longos dias da primavera. Logo não passará de mais um quadro velho numa parede antiga.

Dia-a-Dia

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Vez em quando a gente precisa olhar, tantas janelas abertas em tantos quintais desertos, desertos de pessoas, de pensamentos, de histórias pra contar. Nesse silêncio que cobre as madrugadas e somente o canto dos inocentes a nos acordar em manhãs tão frescas como o sabor do dia-a-dia de um lugar iluminado e cheio de paz como o que abrilhanta nossos pensamentos e encobrem nossas vontades de estar cada vez mais distantes dessa rotina estranha e sombria da cidade que se ilumina somente ao escurecer. O que fazer com o que se gera depois da guerra? somente lugares como esse pode nos trazer de volta ao paraíso depois das guerras incessantes do cotidiano que vivemos.

Noite sombria

Perco o sono, a muito tempo não acontecia, as cadências me ludibriam, fico toda a madrugada pairando como sombra no ar, sofrendo as dores do silencio,  sofrendo a calmaria do ar. Escrevo e o tempo passa, conto as magoas que me trouxera acordar, conto as tristezas que despertastes em certo olhar. Passam-se as horas e o tempo voa marcando a hora de acordar, o sono pesado e o sonho despertado nas tristezas desse olhar, quão profundo se estar debaixo dos lenções a sonhar e achar que tudo é real, mas nada, nada do que acontecem nessas noites são reais, ilusão de quem acha dormir essa realidade, tão ofuscada e sombria.  Ao velho adeus, saudade de quando era teu.