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Mostrando postagens de março, 2011

Sonhos de meus pensamentos

Faz tanto frio lá fora, A garoa molha o chão. E essa fala sua agora? Há como queria te ver. Poder olhar no teu olhinho, Poder sentir o pulsar do teu coração, Poder ouvir teu respirar em meu ouvido. Ah quanta falta me fazes agora... Como queria ver você aqui. Lembro-me que andávamos juntos por aqueles campos, Nos sentíamos completamente felizes. Coisa de criança. Que só fazemos quando crianças, Sem muito o que pensar, Sem muito o que fazer. Há como criança queria ser, Lembraria você todo dia pra mim. Lembro-me dos nossos banhos de cachoeira, Tudo muito bom, que passou... Queria tanto ver você agora Queria tanto ser criança. Infelizmente não sou. Um dia seremos. Um dia seremos de novo crianças. Andaremos de novo a cavalgar naqueles campos, Os melhores lírios colheremos do nosso jardim. O nosso doce amor. Em breve como crianças seremos. E não só lembraremos esses momentos. VIVEREMOS.

Te deixarei voar

Tantos abraços molhados de chuva. Tantos beijos perdidos na lua. Tantas fases pulamos assim... Arruaçadas pelo perdão que queres de mim. Tantas asas queria  pra gente voar, Ao oásis que busco pra te encontrar. Tantos dedos uso pra te pontar, poucos motivos para falar. Pra começar, pra terminar assim... Beijos sem fim, Abraços sem fim. O que queres mesmo de mim?                                                   Nada que realmente posso te dar Até onde podia me entreguei Onde pude andar, tenha certeza, eu andei. Em que parte do espaço me percebeu? Minha luz pouco reluziu, mesmo assim lá estava quando você se perdeu, em meio a pouca luz daquele porão. Estive lá, e vagava sempre nas esquinas do ...

A VISÃO DE MINHA JANELA

Hoje ainda cedo choveu em minha janela. Chuva tocou o meu telhado. Vi do lado de fora, estrelas que brilhavam em meio á escuridão. Uma luz muito grande reluzia. Eram três da manhã,as ruas estavam vazias. Vagava por aquelas ruas um ser, alguém, não sei quem. Olhava por todo lado, Se encolhia da chuva, Tudo isso via em minha janela nas noites e nos dias em que não dormir. Esperava por ti. Pela tua volta. Volto minha visão pras criançinhas que brincam no quintal. Pras folhas que com o vento se espalham pelo arraial. Tudo em minha janela estava... então você sumiu. Pensei que  nada mais fosse ver em minha janela. Um outro dia tornei a ver dois caminhos. Caminhos de flores,as flores que brotam na primavera. Vi também um vendaval. Seguirei por ele. Passos de pétalas não me impressionam mais. Sofrer até recuperar Ainda acho o melhor caminho. Sigo por esse vendaval Até que mais um dia raie. Que mais um sol brilhe ao amanhecer. Que mais uma chuva caia sobre meu telhado.e que a visão de min...

Vazio

Vejo num quadro vazio todo o meu eu. Observo uma imagem imaginando quem poderia o ter feito, Que ser o formou Que personagem daquela história, Teria nadado naquela poça que refletia pela água alguém numa janela. Reparo em mim de repente, Quanto tempo faz que nem me lembro mais, Aonde foi que eu parei ... Num lugar perigoso e assustador, Tórrido e ao mesmo tempo bom. A chuva cai sobre mim, Molhando o uniforme da menina moribunda, gelada e com muito a dizer. Surpresa por uma ação, seguida de uma doce reação. Deito-me sobre meu travesseiro, Lembrando aquela lagoa Escura e fria, aonde alguém de repente me tomou pelo momento, Que pouco falou mais que marcará eternamente. Uma lágrima quente toca meu rosto gelado. Quanta culpa daqueles momentos pra guardar. Quantas decisões pra tomar, Vontade louca de falar, E a poeta, moribunda, fria, e pouco calculista se cala em meio as palavras,que surgem pelo desejo de pouco desejar. Deixando pelo ar tudo q...