Vazio

Vejo num quadro vazio todo o meu eu.
Observo uma imagem imaginando quem poderia o ter feito,
Que ser o formou
Que personagem daquela história,
Teria nadado naquela poça que refletia pela água alguém numa janela.
Reparo em mim de repente,
Quanto tempo faz que nem me lembro mais,
Aonde foi que eu parei ...
Num lugar perigoso e assustador,
Tórrido e ao mesmo tempo bom.
A chuva cai sobre mim,
Molhando o uniforme da menina moribunda, gelada e com muito a dizer.
Surpresa por uma ação, seguida de uma doce reação.
Deito-me sobre meu travesseiro,
Lembrando aquela lagoa
Escura e fria, aonde alguém de repente me tomou pelo momento,
Que pouco falou mais que marcará eternamente.
Uma lágrima quente toca meu rosto gelado.
Quanta culpa daqueles momentos pra guardar.
Quantas decisões pra tomar,
Vontade louca de falar,
E a poeta, moribunda, fria, e pouco calculista se cala em meio as palavras,que surgem pelo desejo de pouco desejar.
Deixando pelo ar tudo que não quer calar.
Falo de mim como o freezer do gelo.
E as fogueiras da vida nunca vêm passar.

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