Além do normal
Frequento pouco a janela, e quase nunca vejo a luz do dia e a suavidade do ar.
Mesmo não vendo o horizontal da janela, consigo enchergar longe o que acontece no jardim... Consigo ver as flores rindo, as rosas salmodiando, e os passáros alegrando as manhãs, sinto tão longe a borboleta azul que toca meu punho e como num violão dedilha minha alma... Vejo além do que todos vêe, sinto além do que todos sentem... Os olhos da alma abertos se fazem, e com o espírito vejo além, e sinto além, morando além dos sonhos e vivendo além da imaginação, salmodia ao Senhor a alma que pouco fala, na janela onde pouco se frequenta, é onde tudo acontece, a alma fria emudece, a cortina clara escurece, caem-se os trilhos, e os arcos, e continua tudo muito escuro, esse é o momento em que o silêncio paira, sem aplausos tudo se acaba como se jamais tivesse iniciado.
Os olhos da alma, visão que não pode ser ofuscada. Linda sua comparação amoor *-*
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