Ciclos

Perco o sono. Passados tempos em que mim encontrara aqui qualquer que procurasse a visão de mim. Tentei fugir, correr pra longe, esquecendo mesmo do eu sensível que levara escrever nas noites frias e tranquilas, nebulosas, porém quentadas pela lareira da sala. Sentir dor, e o sentimento que arrebatara o pobre coração poeta renascera mais vivo que outrora. Confesso erro meu tentar distanciar-me desse sentimento, mas sentia dores e o melhor foi a distancia pois sinto-me curada e pronta para entregar-me as palavras dos sentimentos meus. Nasceu mais uma vez a poesia no coração da ilustre poeta adormecida.
O que seria do presente sem os erros do passado para nos refrescar a memória quando por fim a surpresa fosse deparar-nos com os mesmos num futuro ainda desconhecido? A vida é assim, dotada de surpresas e não sabemos ao certo quando seremos surpreendidos, quando o coração se fecha como se encerra um ciclo de uma mulher, e ao certo é assim que acontece, é mesmo um ciclo, e a vida toma por certo encerrá-los e sorte a nossa isso acontecer. E mais um ciclo se iniciou, esse que não desejo fechar... Frágil como a pena, simples como rabiscos, extremo como sol é assim que mim vejo diante dele, como um fogo inapagável de tão forte ao mesmo tempo como a névoa singela que desce do céu. Que desse ciclo apenas se fechem os momentos ruins e que em cada momento aprendamos a conservar os melhores, não os aprisionando na mente, mas deixando-os eternamente se renovando no coração. 

Ao meu amor, Ezequiel.

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