Algo de mim Ficou lá.
Estou tentando reencontrar alguma coisa de mim que deixei atrás, sair tão depressa, bati a porta. Erro meu não ter olhado pro que ficava, e agora tento achar o que mim faz falta.
Sinto tão distante tudo de mim, sinto como se não sentisse, como se não mais sentisse.
Tudo tão sóbrio e lúcido e nesse momento sinto dores, dores que mim fazem repensar, tudo seria tão diferente se não tivesse ido. A calmaria dos ventos não mais é igual, embora a brisa tenha tocado meu rosto com mais nitidez agora... E a águia, onde está? Porque não mim leva de novo la? Onde tudo de repente se perdeu, separado pelo que nem mais sei eu.
Tento que mim contentar com a água fria que cai das nuvens, olho pro o céu e sinto como sendo o nove de novembro de um certo tempo, sei que não posso mudar, mais poderia pensar diferente, algo mim faz acreditar que não devo crer, que não devo mais pensar, pensar nessas coisas loucas que surgem só aqui, na cabeça quente e fria pelo tempo... Tempo perdido com todo aquele ziguezague , portanto temo não ter que sofrer por não saber o porque, nem precisaria saber, cabeça louca por pensar no que ser ou não ser, poucos sabem sobre o que foi, ou o que será... tudo se cala, antes mesmo de falar.
Ouço gritos que vem da lateral esquerda de um lado impetuoso, lado calado expõe-se a um som, que sai de dentro, chama-me para fora, e tão pouco tenho vontade de ir... Distante se faz pelo o toque do violão, alguém dedilha, mim enlouquece, mas toca minha alma, toca meu ser, toca meu não ser... Serei o que sou, ou o que penso ser. A voz de novo fala, voz conhecida, de muito tempo, costumada. Sinto distante, tudo distante, outrora nem sentia nada, por que ninguém a mim falava. Simplesmente não tenho ainda a pretensão de ser nada, ou de nada ser. Sei que serei algo que ainda não sei se sou, porque o que sou não se define no que serei, e jamais poderei ser alguém como sou.
" Will be what I´m still not"
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