Jornada
Sinto como se não sentisse, como se nada precisasse sentir.
Aquele vento ainda tava tão distante mas sentia mim tocar, e em minha pele sentia um abraço, sentia, eu ainda sentia.
Mas passou-se anos, passou-se tempos, descobri tantas novas coisas, descobri que a chuva não cai se as nuvens não passarem por um processo de liquefação, descobri que lágrimas não vertem dos olhos por ja estarem nos olhos e sim porque o seu estado de espírito emocional as levam para lá, descobri que para se ter um amigo é preciso ser amigo, descobri que conhecer pessoas novas não é sair para lugares diferentes sempre, mas é está aberto para receber as pessoas de diferentes lugares. Descobri que depois de um tempo o Sol para de nascer, não porque ele deixa de existir no mundo, mas porque ele passa não existir no seu mundo.
Descobir coisas, vi tantas outras, senti em algumas vezes, mas nada mudou o perfume que exalava dos ribeiros, das fontes divinas, bem foi que não mudou, ou não teria eu passado pelo tempo, mas teria ele passado por mim.
Descobri que as pessoas que passam por você apenas passam, e elas só deixam marcas inapagáveis quando você as permitem deixar, sendo assim cabe a você decidir se deixarão ou não.
Descobri que a fé é infinita, que a confiança é passageira, e que a esperança deve ser eterna, mas são sentimentos só seus e não poderia ninguém sentir por você. Descobri tudo quando quiz, quando quiz saber, algumas delas não queria, mas precisei aprender, não seria como sou, seria apenas como muitos são, diferente por não ter diferenças. Escrevia a muito os passos da calçada, hoje escrevo a calçada dos passos.
Tudo mudou, o tempo passou e passou rápido, Mas ainda prefiro não sentir que passou.
"Sentimentos ... nada menos ..."
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