Chora dor




De repente descobri algo aqui, algo que acompanhava-me por todo o caminho...
Algo que parecia mim seguir, tocava e sentia, esquecia e horas depois continuava ali.
Descobri meu fim, descobrir o que acabaria com meus dias, e estava em mim...
Algo de aparência redonda internamente possivelmente amarelado, como o meio do ovo.
Parei e não apenas um minuto, uma hora de silêncio, tentando achar, adivinhar ou entender o que se passava.
De repente não mais que de repente, pensamos que só acontece com os vizinhos, que a nossa casa, nosso teto nunca vai cair, perdemos a cor, e o sabor de tudo só de pensar no que virá.
Parei e não imagino como será, químio, Deus, ciência, Fé.
Sentada num lugar feio, chato e com a difícil pergunta sem resposta na mente, porque?
Choro minha dor, e não quero ver a face dele, até que ache uma forma de falar sem machucá-lo, estou ferida, machucada, triturada, meu interior queima como labareda, de repente, não mais que de repente, como papeis lançados ao ar.
Triste será quando terei que dizer que é o fim, não quero ver suas lágrimas, não quero ter sua piedade, não que sofra como estou.
A distância ensina que o melhor caminho contra ferimentos é de verdade a distância...
A que dor, saudade de quando não chorava, vertia orvalho da manhã como uma flor.
Mata-me, ou morrerei de amor.


Fases*~~

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