E si
Se fosse falar do que sinto nesse momento diria da minha tristeza, essa dor, essa mágoa que invade meu peito. Mágoas do espelho. Do espelho mudo.
Se alguém olhasse de cima meu coração veria o quanto se entope de uma fumaça escurecida, negra, a solidão aperta até escorrer pelos olhos.
Se fosse contar do que passei, do quanto andei pra chegar até aqui, diria de onde passei, por onde andei, era uma calçada cheia de crianças, corriam pra lá e pra cá, junto a elas estavam algumas senhoras, e meus pés aflitos tentavam entre elas passar, em um baque de alguém, interroguei, exclamei,em fim ponto final.
Sabia não estar enganada por um pensamento estranho e surdo, junto a uma vontade imensa de falar...
Se fosse te olhar agora, diria dessa falta no meu peito, dessa distância sem razão, porque se esqueceu do dia mais importante de nós. Porque deu razão a minha tristeza ? Porque deixou entrar em mim a solidão? Falo ao telefone e tudo que esculto é a voz que aos poucos muda, porque quis que tirasse você de mim.
Alguém grita, e se soubesse do que há dentro aqui, veria por bem se calar, e se soubesse dessa dor compreenderia meu olhar.
Escreveria mais e melhor se as lágrimas não molhasse o rosto, se os lábios não tremessem e as mãos não fraquejassem, se alguém não batesse a porta.
Café que tome de mim algo bom, sentada em uma mesa com tantas pessoas e coisas sem nexo, só o café, uma chá quente e tamanho calor.
Sinto cheiro repugnante de queimado, queima forte em mim.
Vontade estupenda de gritar.
Algo queima em mim... Se ao menos notícias suas soubesse, mas não.
Distância minha, Abandono meu.
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