De novo outono



Era tarde, e era no dia quinto, do oitavo dia do mês, estava sol, era outono. 
As folhas que caíam das árvores se espalhavam pela grama, para alguns bem normal e era apenas um dia comum... 
Certo dia comentavam sobre essa tão presente data e realmente era o desejado dia de nascimento na estação dos poetas, inspiração e  de volta  a poesia.
Alguém sofria, vagueava sua mente em dores, eram dores de parto, e a poeta nascia, entre uma lagrima e outra, um grito e outro, e o lírio sensível  saia das entranhas, chorava, e o choro era essencial pra sua sobrevivência, pra aprender a respirar, respirava sufocadamente ainda, e cada suspiro de seu choro era como um convite a vida.
 Aprendeu a chorar em cada momento importante, aprendeu a desabafar em cada gemido de dor, aprendeu que para respirar aliviadamente precisava chorar, e chorou... todos os bons passos de sua existência foi necessário um pouco de drama pra dar impacto a grandes decisões, um pouco de charme para dificultar a queda, e muita emoção pra escrever e falar de diversas formas a vários corações, corações que respiram aliviadamente  pois ainda faz sol e as folhas ainda caem na grama, não é apenas um dia comum, é outono, 

E o Lírio nasceu.

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