Retrógrado
O chá.
Dia de domingo, tarde de sol, sem muito brilho sem muita cor... Só dores, dores de parto.
Tomava quieta um chá na sala, o chá que mim trouxera por algum momento a paz, que possivelmente mim confortaria e aqueceria minh'alma.
Momentos e o telefone tocava, voz angustiada a saber do que se tratava, responsabilidade.
Um tiro e um grito de guerra, alguém gerava.
Passados esses momentos restara a dor, passada a dor restara saudade ou vazio do que nem se conhecia...
Em algumas gotículas de chá foi se embora a felicidade, deixando a dor, o vazio, a quem perdera, conhecera maldade.
Coração de pedra sem alegria, coração que maltrata a companhia que acompanharia durante meses e depois uma boa eternidade.
Sentada sem muita emoção em um quarto que sustenta lembranças, tomando cappuccino, e não chá, algo que aqueça o que eu chamo de alma, ou nada.
Lixo que é maior que os sentimentos que preso, saudade amargurada.
São palavras de quem alimentava sentimentos bons, de quem se feriu porque em algum momento se perdeu, e perdeu o que seu pensamento nem ainda conhecia.
Como fuligem fugia, ia embora, expulso do espaço que por algum tempo seria seu, perdido em algum lugar ... Não vou ouvir mamãe, nem choro na madrugada.
Asafe Neemias
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