ALGUÉM
E as vozes daquela prisão aos poucos desaparecem,
Ouço cada vez mais distante os gritos desesperados que me tiram a paz.
Acredito ser diferente de tudo que vi.
De tudo que ouvi enquanto longe estava.
Loucuras demais pra minha cabeça vazia,
E ao mesmo tempo cheia de porquês que não se calam,
Que aos poucos me calam.
Aproximam-se as horas finais, em que alguém terá que falar.
Alguém sempre fala.
Aos quarenta e oito do segundo tempo, alguém sempre fala.
E todos sempre esperam que alguém fale.
E no momento que ninguém quer falar alguém sempre se manifesta.
Quanta dor desses momentos,
Que friamente dizem não.
E o ”NÃO” parece não apagar da mente as doces ilusões que criamos,
Quando a espera de alguém, estamos.
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