Vulgária verniz
O “salto” usado nas esquinas suas.
Caminhos sem destino os seus,
Tanto meus quanto seus...
Mais seus.
Andas sem rumo algum pra chegar.
Sem alvo nenhum pra acertar.
Seu salto mede sete centímetros,
Os meus a um palmo.
Tal eleva suas longas pernas, soltas, em seu longo vestido.
Protege-se com seu suéter rosa verniz,
Escondendo com seu capuz todo o seu rosto.
Atrapalhando a visão de quem a ver.
Na sua mão direita o que lhe afasta de todos,
Na sua esquerda o seu doce objetivo.
De ambos os lados suas malas a acompanha...
Chora seus olhos apertados.
Chora sua doce amargura.
Sua branda tristeza,
Sua profunda dor.
A elegância de sua postura atrai à visão de quem a procura.
Seu valor é extremamente alto,
Durante do coração dos que a amam.
Seu sentimento indefinido não espera nada de ninguém.
Seu prazer é viver, seu prazer é achar que vivi.
Acha-se no centro,
Mais não se localiza no meio do nada,
No meio do vão.
Busca o valor de sua alma,
Mais pouco valoriza seu andar.
Seu conhecimento elevado,
Apesar de seus cabelos amarelados ou dourados, sei lá...
Sua burrice é sua inteligência.
Não sabe nada de si,
Nem procura saber nada, por nada conhecer.
Vive por viver.
Vive porque acha que vive.
Tudo que faz frustra sua mente.
Outrora, Vulgaria nem pensou em morrer,
Tão pouco viveu...
Vulgaria Verniz desapareceu.
E foi por seu nome que todos a conheceu.
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