OUTONO OU INVERNO?
Dias frios outra vez enfrento,
Sem se quer chamá-las.
Deito-me debaixo do cobertor,
E começo a imaginar;
Começo pensar em você.
Nesse você não conhecido.
Alguém não escrito.
E posso aos poucos sentir uma lágrima gelada que brota dentro de mim.
Essa lágrima se faz quente,
E toca minha face fria.
Meu choro é meu alívio.
Minha certeza é também minha incerteza.
Tudo começa e termina assim.
As madrugadas que enfrento,
São as piores das noites de outono,
São as melhores das dores do inverno.
Quantas horas paro dentro aqui,
Pra pensar, pra chorar...
Sei que não é perdido,
Sei que não é em vão.
Geram em mim sentimentos,
Sonhos intercalados pelo meu subconsciente.
Sonhos que sonhei em não sonhar,
Que pensei em viver.
Penso como tudo sendo mais fácil,
E aos poucos essa facilidade vai se acabando,
Vai se perdendo.
Às vezes me entristeço,
Às vezes penso que não tem fim.
E isso me faz deitar nos passos da minha inocência,
Na pista das minhas maldades,
E nas frases loucas que surgem em minha cabeça.
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