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Mostrando postagens de novembro, 2011

Espero-te

O amor chega, aparece inesperadamente, você só sente quando se dispõe sentir...Outrora devesse ele ser lindo, hoje belo como for. Aconteceu de forma tão inesperada, não achava ser assim, tão longe quis está, mas quanto mais pensava afastar-me, mas mim conduzia a ti minha mente... Meu coração embaraçava em meus versos, nos versos que escrevi lembrando-te, lembrando da vilinha onde te encontrava, Minha alma turbava-se na imensidão dos teus olhos, contemplava ao longe, apaixonava-me sem se quer perceber. Passava por ti e sentia como se ficasse algo de mim, era como se o mundo parasse só pra te olhar. Declarava-me a ti com meus olhos, e se olhasse veria quão apaixonada sou, a noite sob a luz do luar debruçava-me em meu travesseiro, escorava-me nas demais estrelas do céu, Encontrar-te em alguma esquina dos sonhos loucos que tinha ao ver-te nas ruas. Tocava no desafinado violão e mesmo sem uma bela melodia sentia como tocando teu coração. Outrora sonhava ludibriada com o temporal que passei...

Peso do Silêncio

"Costumam dizer que o silêncio diz muitas coisas, coisas indefinidas, diz tanto como pode dizer o barulho"  mas ruído nenhum, perfura tanto a alma com a mesma força, com a mesma intensidade, com a mesma bravura com que diz o silêncio. Deveras que eu observasse o caminho por onde passei, molhada da garoa que caia sobre mim, encharcada com minha calça tocando minha sandália, puxando-me mas com seu peso ao chão. Lado a lado com alguém que não muito falava, impactado com tamanho peso escutava  silencioso, como  tudo no lugar, seco, deserto, fechado, lacrado por sentimentos... havia pequenos jardins cuidados com tanto carinho, com tanto amor, por alguém que outrora amasse tanto, uns tão belos, outros acinzentados, indicando quão amados foram, belos por não ter tanta beleza. De um lado túmulos, estranhos e quietos, baú de muitos segredos... Do outro um tanto mais, ambos silenciosos, durante toda a caminhada senti e senti a pressão do ambiente, senti o silêncio, ouvir o silênc...

A vida mais bonita

Passar pela vida sentindo que ta passando, contar todas as fantasias vividas, todos os sonhos, todas as ilusões, sentada na varanda da casa de um campo, paisagem de outono, com alguns dos lindos netinhos em volta ouvido tudo de sua origem, ouvindo as histórias mais loucas e descabidas e rindo de cada uma. Sentir o gosto das coisas loucas que dá vontade de viver mais, saborear o cheiro de terra molhada mesmo sem chuva, só sentir, só ver o que ainda não é tão visível, o gosto da vida, o prazer da vida, a vida mais bonita.   chutar a água que cai do céu e rola da ladeira desenfreada das ruas, dançar tango mesmo sem saber muito, dormir na rua em uma noite de luar com o calor e o frescor do pouco vento, escrever o nome de alguém no vidro embasado de um carro estranho, andar de bicicleta num campo bem distante, saltar de paraquedas, tendo a sensação de ta indo pra morte, voar, voar tão alto quanto as nuvens do céu, quero senti...

Antigas Cartas

Algo transborda de me, fluiu aqui, Não haviam torneiras abertas, mas sentir. Surgiu d'um espaço fechado cuja fonte não mais estancava, a repreza se soltou... De me fluiu água, fonte desejável, fluiu vida, e pude sentir. Como o vento que sopra no quintal, e o frio que traz vagas recordações, sentir estancar certa razão. Viajei tão longe a procura de um retrato que me troxera a lembrança d'um quadro que se fazia ao lado da sala...visitei por muito os aposentos de certa casa, e muita bagunça, algo mim trouxera lembranças... o retrato procurado, não encontrei... O físico era vazio, a imagem não mais existia, e era apenas um quadro. Era um quadro de moldura dilacerada, Não havia ninguém, a memória presa no retrato sumiu, e ninguém mais viu, sentir, lembranças que estancavam de me. Os sonhos passados, todas as decisões que juntos tomávamos, os projetos, estavam tudo no retrato da casa, abandonada. Era inverno, sentia-me gelada, porém minha alma saltava de alegria, li toda...

Recordações

O belo jaz, e já não se sabe quanto tempo faz, que nada se faz.  No depósito onde tudo ficava, guardava-se um baú com tantas recordações, recordações outrora tão bem vividas, tão bem compartilhadas, esquecidas pelo velho de cabeça branca. Alguém recolhia as relíquias daquele amor, molhado pela chuva, queimado pelo sol, tocado pelo vento, mas inabalável. Alguém colhia as rosas do jardim para enfeitar a sala, alguém podava os lírios, alguém apenas sentia o perfume, eu o sentia. Era tardinha quando as ultimas lágrimas debruçavam pelo o rosto cansado, pude contemplar de longe, trazia-lhe as flores do dia, ao vê-lo todas caíram, saudades já sentiam. De que lhe adiantava a vida sem sua razão, viveu-se muito sem bons motivos, sofreu-se tanto a falta de sua ilusão, chorava a muito pela perda de seu lírio, seu doce amor. Seus olhos então fechados aproximei-me e em seu último suspiro levou consigo o perfume dos lírios, lembro-me de sua histórias contadas com tanta perfeição, tão b...

Noiva Apaixonada

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Amor imensurável, não há como expressar o que lhe sinto. Meu coração bate mais forte ao sentir que estás perto, palpita minha alma quando estás presente. Ó amado de minha alma cujo amor estremece meu ser, seu dorso é suave, de sua boca flui favos de mel, espalha-se doçuras por tuas mãos que trata com carinho meus cabelos, que amacias vagarosamente meu ego. Quando saio de teu colo para brincar com as outras crianças e mim machuco, volto para teus braços não porque sei que estarás lá mais porque sei que nunca saístes de lá. Tu observas quando estou só, e faze-me companhia mesmo que como filha eu queira mesmo a solidão, e mesmo assim permanece presente porque no fundo sabe que eu anseio por teus conselhos, embora a vergonha de mais uma vez tiver pecado, sei que sempre bate em minha porta quando o arrependimento entra em minha mente. E com o olhar do melhor pai oferece-me teu colo, teu ombro, teus braços. Enxugas minhas lágrimas, e faz com que eu volte à vida. Meu amor p...