Tempo que não Para



Não sei se triste ou confusa, turbo-me em frases pretensiosas, talvez a intenção tenha valido contudo temo o retorno. A chave caia sobre o chão molhado, o nervoso espalhava-se por todo meu corpo, mãos trêmulas e geladas. minha pele ainda suava frio.
Choro. 
Choro é o que mim resta, com tanto desabafo em meus ouvidos, uma voz pouco conhecida, temo.
temo e choro.
Deveras que eu entendesse tudo isso, mas não. É conhecido tudo que passo, mas não. Não entendo.coloco uma blusa branca riscada de nada, tendo parecer melhor, tomo um banho quente, mas assim não consigo mim entender... Pego a caneta e muitos papéis,escrevo,escrevo, mas NADA. nada sai.
Recosto a cabeça em algum lugar e sinto quão tensa ainda estou... Vejo que não é nada... Tudo se foi assim, do nada.
Dia  sem o sol.  
Letra sem melodia, chuva sem água, vento sem ar.
Ansiosa espero-te, aqui, sentada no meio sofá, perto da cama, de nossa cama, e nada, vozes e vozes, e nada.
Tantos entram, muitos saem e nada, nada sinto, só ouço vozes consoantes, e o relógio trabalhando sem parar... 
Se olhasse no espelho talvez mim sentisse melhor, talvez não. O que veria? 


Veria?
Talvez não.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Triagem

Refazer-se

Ele continua comigo