Partes do Eu



Como expressar o que acontecia em cada passo que dávamos... Fluía em mim algo sem muita vida, como se o coração não mais existisse, pergunto a ti se tenho coração, mas sinto como se em algum dia tivesse tido. Coração ou caixa de emoções. 
A conversa seguia e o mesmo assunto estranho nos corroía em todo o caminho de volta para casa, perguntava-me se justo ou injusto o que mim afligia, seguindo por passos tranquilos observando em todo o tempo a sombra que estava a nossa frente, cabelos embaraçava-nos os olhos, e você mim tocava... Os contos sobre o espelho do quarto nu nada havia, a ninguém via, se não velhas expressões de pouca alegria, alguém existia? 
Torno-me para os velhinhos que sem muito vigor se beijam, vejo o passado de cada esquina e sei que nem sempre foste assim, tiraste pedaços de mim que nem percebi a falta que fazias aqui ... Senti como se jamais houvesse sentido... Velhas imagens de seres inexistentes, velhas faces refletidas no torno do olhar cansado, cansado de tudo, cansado de nada, do tudo nada que mim comove, como lá-pisos de uma noite sem fim.
Pergunto a ti se ta bom assim, vejo que sim... 
Quiçá que tanto faz, ou nada faz.
Jaz o que não é mais, mas ti sinto como o vento ainda aqui.
Peço a ti um abraço e o recebo com o calor merecedor da ternura branda desse sentimento, honesto, sem muitos porquês. Não há o que explique quando acham não ter um coração, amargo ou doce como for, há um coração, que não se sente, dono coração.




Memórias de apenas memórias .

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